“An experiment is a research situation in which at least one independent variable, called the experimental variable, is deliberately manipulated or varied by the researcher”
Wiersma, (1995:107)
A investigação experimental pressupõe a observação de fenómenos, a formulação de hipóteses explicativas desses mesmos fenómenos, o controlo de variáveis, a selecção aleatória dos sujeitos de investigação (excepto em alguns planos pré-experimentais e nos planos quase-experimentais), a verificação ou rejeição das hipóteses mediante uma recolha rigorosa de dados, posteriormente sujeitos a uma análise estatística e uma utilização de modelos matemáticos para testar essas mesmas hipóteses. O objectivo é a generalização dos resultados de uma determinada população em estudo a partir da amostra, o estabelecimento de relações causa – efeito e a previsão dos fenómenos.
A investigação experimental implica que o investigador antes de iniciar o trabalho elabore um plano de investigação estruturado, no qual os objectivos e os procedimentos de investigação estejam indicados pormenorizadamente.
Os objectivos da investigação experimental consistem essencialmente em encontrar relações entre variáveis, fazer descrições recorrendo ao tratamento estatístico dos dados recolhidos, testar teorias.

As estratégias de investigação classificam-se em função do grau em que permitem fazer «inferências causais». Dizemos que estamos perante uma investigação experimental quando:
a) manipulamos pelo menos uma variável independente;
b) controlamos todas as variáveis que consideramos relevantes;
c) observamos o efeito numa ou mais variáveis dependentes.

Em síntese, um plano experimental consiste, grosso modo, em determinar os efeitos de um tratamento ou experimento (VI, variável independente), que é manipulado pelo investigador, numa variável dependente (VD) que pode ser um teste, uma medição ou a consecução de uma tarefa.


Sempre que uma investigação controla as variáveis associadas aos sujeitos (aleatoriamente seleccionados) estamos perante a utilização de planos experimentais puros. Quando isso não acontece, isto é, quando uma investigação não controla as variáveis associadas aos sujeitos (utilizando grupos naturais, previamente constituídos) estamos perante uma investigação quase-experimental.
Existem um outro tipo de planos, pré-experimentais, que muitas vezes não considerados experimentais, visto que não há controlo adequado das ameaças à validade interna e externa. Estes planos só têm utilidade para uma investigação preliminar de um problema, para sugerir hipóteses.


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